14 de novembro de 2007

“ ENTERRO DO S. MARTINHO ” – em VILA FRANCA DA BEIRA

11 NOVEMBRO – 2007

A “função” preparou-se desde há vários dias antes da data tradicional, o dia 11 de Novembro, para todos os efeitos o “Dia de S. Martinho” – incluindo para o respectivo “Enterro”, em Vila Franca da Beira...

Enfim, embora de forma muito expedita, já antes se tinha preparado:- o “cadáver” do S. Martinho – um boneco de palha mas com fato e gravata; a padiola para transportar o boneco; a “Irmandade do S. Martinho”; os archotes (dos de jardim); a aparelhagem sonora; a vestimenta do “padre”, no caso o Carlos Lameiras, de alcunha o “Sacristão”; alguns “adereços”; fogo de artifício; um grande cartaz de divulgação da “cerimónia”.

De qualquer forma, trabalho preparatório de que mais se encarregaram o Amadeu Monteiro,“Jordão” e o Jorge Perereira, “Músico” (entre outros).

9 horas da noite. A iluminação apagou-se. Alguns Vilafranquenses aguardam...

Então, cerca das 21 horas, o estralejar de alguns foguetes avisou o Povo que se avizinhava a saída do “Enterro do S. Martinho”, como de habitual desde o Largo do Rossio.

Apaga-se por completo a iluminação pública, de propósito. Para assim condensar melhor o ambiente e aproximá-lo de outros tempos, nesta noite estrelada e quase fria, de 11 de Novembro, 2007, em Vila Franca da Beira.

De um pátio próximo, avança a “Irmandade de S. Martinho” em formação de duas alas, pelo limite da rua, segurando na mão os archotes já acesos. Cobrem-se, os “Irmãos” e as “Irmãs”, com um pano branco, buraco a meio para enfiar pela cabeça, imitando o estilo das “opas” das irmandades normais. À frente e a meio das duas alas da “Irmandade”, vai um “Irmão” segurando, ao alto, um “rodo” daqueles que serviam e ainda servem para tirar as brasas de dentro dos mais tradicionais fornos ( a lenha ) de cozer pão. No escuro da noite, sobressai bastante esta “Irmandade do S. Martinho”. É uma das inovações dentro desta tradição...

Através da aparelhagem sonora o Requiem de Mozart...

Logo atrás, vem a padiola, com o boneco de palha deitado, tamanho natural, simbolizando o cadáver do “S. Martinho”. No meio das pernas do boneco, vê-se, “claramente vista”, uma alta e empinada protuberância coberta por um ténue pano... O “padre” – no caso o Carlos “Sacristão” – trajado a preceito, de imediato engrola as suas “deixas” e “contra-deixas”. É vasto o seu reportório, desde o latinório - que memorizou quando era efectivamente o sacristão da Terra – à brejeirice e passando, bastas vezes aliás, pelo vernáculo puro e duro. Provoca risos e admiração este desempenho em catadupa e por vezes adornado com “muafas” de corpo ou esgares de rosto do Carlos “Sacristão”. Vem ajudado pelo Vitor “Bufo” e pelo Ernesto que nunca falham. Com alguma pena, verifica-se a ausência do António “Zangarilho” cuja avançada idade já o impede de folias.

Uma das várias paragens para "encomendas"...

Imediatamente a seguir, concentra-se o grupo das “Viúvas do S. Martinho”. De negro vestidas, ainda mais negras ficam a parecer no breu da noite. A espaços berram e “guincham”, a compasso. Exprimem assim a “dolorosa” perda do seu (delas) vigoroso e sobre-dotado amante, o “S. Martinho”, ali amortalhado e em cortejo supostamente fúnebre. Então, dá-se bem conta, os berros e guinchos das “Viúvas” agudizam-se e prolongam-se mais, de todas as vezes que escorrega o tal pano e escancara a protuberância colocada entre as pernas do boneco. Trata-se da genitália, erecta e firme, do suposto S. Martinho, afinal um enorme “falo”, daqueles bem conhecidos, em louça “das Caldas”...

Assinale-se que esta “inovação” introduzida (salvo seja...) nos últimos anos, também não fazia parte dos adereços tradicionais. Mas está a impor-se e parece que sem escandalizar especialmente... Aliás, motivou até uma cena exuberante, digamos assim, quando uma mulher desinibida e que assistia ao “Enterro”, resolveu fazer um “número” arrojado ao debruçar-se e ao tocar no “das Caldas” com evidentes “sugestões” eróticas... Poderemos então admitir (com pretensões antropológicas) que se trata de uma evolução para uma espécie de ritual da fertilidade (não, não vamos pretender o erotismo, o que seria mais complicado...).

E do Rossio se foi pelo Largo da Capela, pelo Cimo do Povo, pelo Largo do Cruzeiro, e daqui se desceu até ao Largo do Rossio, a fechar o “ó”.

Aí, no final, o muito Povo rodeia o poste onde é pendurado o boneco de palha, ao alto. O Carlos “Sacristão” esbraceja num derradeiro esforço, e “encomenda” de vez o “ S. Martinho”...

Já no "Rossio" - os preparativos finais...

Bota-se fogo ao boneco. Tremem de início mas engrossam e logo resfolegam as chamas, boneco acima e adentro. Entretanto, já “alguém” pôs a salvo a vistosa genitália do “S. Martinho”. Fica para a próxima...

As primeiras chamas do fogo da purificação...

O Povo mantém-se todo “condensado” à volta, olhos postos nas chamas. A garotada arregala-se e arreganha-se ainda mais que o habitual.

Desabam do poste os restos do boneco. Acabam as chamas terminais já no chão, na calçada do Largo do Rossio. Eis quando sobem e estralejam foguetes e silva frenética uma bateria pirotécnica daquelas de alumiar, “de lágrimas”, enquanto acelera para o alto e explode, lá em cima.

Lá muito, muito mais acima, o céu estrelado cintila. Não há nuvens, não há lua. As sombras das coisas, e as silhuetas das Gentes, mantêm-se à nossa frente e por todos os lados. Penetram em nós também e provocam sensações indefiníveis. Até se acender a Iluminação Pública e assim se marcar melhor o fim daquela “função” e o regresso à vida quotidiana dos mortais. O Povo está serenado. Amaciaram-se os deuses, os bons e os maus...

Os participantes mantêm-se até à ultima labareda...

E dali, às 22 horas e 30, vamos até à Sede da União, da UDV, onde vai ser servido o “Magusto”. Claro que com Castanhas assadas. E com Jeropiga (ou “jorpiga”) da caseira, macia – a “flanela” - como em alegoria lhe chamava o “Velhão”, este, porventura o conterrâneo mais “castiço” de que há memória em Vila Franca da Beira. E mais vinho “dão”, caseiros, a acompanhar.

Após o enterro, o magusto e o convívio.

Viva o solstício! Viva a comunhão entre as Gentes, as Tradições e a Natureza!

E até 11 de Novembro de 2008...

João Dinis, Jano

13 de novembro de 2007

JUNTA DE FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA


BOLETIM DE INFORMAÇÃO - Novembro - 2007


PARQUE MERENDEIRO NA MATA ATRÁS DA ESCOLA

Depois de vários anos de espera, está finalmente a ser concluído o Parque Merendeiro, na Mata atrás da Escola.

É uma obra da Câmara e custa 52 mil Euros.
De uma forma ou de outra, colaboraram a Junta de Freguesia, a “Comissão de Melhoramentos” e Eng.ª Alzira Frade.

Depois de concluída a obra, espera-se que este agradável e equipado espaço, na Mata, possa servir bem a População e, especialmente até, as crianças da Escola.

ESTRADA NOVA VAI SER ARRANJADA PARA O ANO

E também já não será sem tempo…
Mas considerando que está para ser adjudicada, pela Câmara, a obra de recuperação de toda a estrada desde Oliveira até Felgueira Velha, é pois natural que a “nossa” Estrada Nova também seja melhorada durante o próximo ano de 2008.

É uma obra da responsabilidade da Câmara Municipal e com um custo total previsto superior a 2 milhões de Euros.

Prevê-se a instalação de uma Rotunda mais ou menos na zona onde agora vem dar a estrada que vem de dentro do Ervedal. E nos dois cruzamentos principais dentro de Vila Franca, vão ser instaladas umas passadeiras elevadas. Ao mesmo tempo deverá ser pavimentada a Estrada Velha, com tapete betuminoso.

A nossa Freguesia também tem proposto à Câmara que sejam cobertas as duas valetas da Estrada Nova, dentro da Povoação e no espaço entre os dois Semáforos.

É NECESSÁRIO UM NOVO RESERVATÓRIO DA ÁGUA PÚBLICA

O “Depósito das Águas”, que está no cimo do Outeiro de Santa Margarida, já tem mais de 30 anos e está bastante estragado, para além de ser pequeno face ao consumo de água.

É suposto que, para o próximo ano, já venha água da Serra, da barragem da Senhora do Desterro, para abastecer a Rede Pública. Porém, essa água vai ficar bastante mais cara do que a água que agora temos do furo artesiano feito cá, pela Câmara, no final de 2005.

Quer dizer, hoje, Vila Franca da Beira não precisaria da água da Senhora do Desterro. Mas como o nosso Município entregou a exploração da Água da Rede Pública à Empresa “Águas do Zêzere e Côa”, agora, temos que “gramar” com água mais cara embora sem necessidade porque o furo artesiano tem-nos abastecido.

Nestas condições, tanto mais se justifica a construção de um novo Reservatório - maior e um pouco mais alto que o actual - para termos água com mais pressão na Rede.

A Freguesia está a colocar esta justa pretensão à Câmara. Espera-se que a Câmara corresponda, aliás como lhe compete.

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIO ANEXO À ESCOLA

A Freguesia considera de grande relevância a consolidação como “Centro Escolar”, no âmbito do Agrupamento da Cordinha, da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico e da escola Pré-Primária que servem Vila Franca da Beira e Aldeia Formosa.

Como é sabido, também se considera muito importante a construção de um edifício anexo a estas duas Escolas. Edifício que, entre outras funções, sirva de Cantina e para suporte a certas Actividades Culturais e de Educação Física.

Portanto, esse Edifício anexo à Escola é uma obra do maior interesse para Vila Franca da Beira e para Aldeia Formosa.

Espera-se que Câmara Municipal e Ministério da Educação entendam e respeitem os nossos direitos muito legítimos. Mas muito convém que a População da Freguesia tome iniciativas de sensibilização quer da Câmara quer do Ministério da Educação.

ARRANJO DE CAMINHOS FLORESTAIS E AGRÍCOLAS

Durante o Verão, foi feito um grande arranjo nos principais caminhos agro-florestais, em metade da nossa Freguesia ( e também nas Freguesias vizinhas).

Entre outros, foram bastante melhorados os caminhos da Porta-Presa – Algar e do Vale – Lapa do Ribeiro.

Foi uma intervenção coordenada pelos Serviços Municipais e pelos Bombeiros e acompanhada pela Junta de Freguesia.

Já foram gastos mais de 16 mil Euros, dos quais 10 mil atribuídos pela Câmara Municipal para o efeito.

Presentemente, ainda falta fazer mais algumas melhorias que também dependem da Câmara Municipal.

A Junta de Freguesia, ao mesmo tempo que assinala os apoios já atribuídos pela Câmara Municipal, agradece a grande colaboração prestada por muitos proprietários.

Salienta também que esta intervenção nos caminhos agro-florestais permite melhores e mais rápidos acessos a várias zonas, sobretudo até em casos de emergência por eventuais incêndios.

Espera-se que, para o ano, se possa continuar no arranjo de mais caminhos, em especial na outra parte da Freguesia.


CANDIDATURAS A MAIS ELECTRIFICAÇÕES RURAIS

A Junta de Freguesia está a dinamizar a elaboração e apresentação, junto do Ministério da Agricultura, de duas candidaturas a projectos de “Electrificações Rurais”, aliás à semelhança daquilo que já antes se fez.

Os Proprietários confinantes estão a ser contactados e aqui se apela para que colaborem.

A seguir, espera-se que o Ministério da Agricultura aprove e mande executar as Electrificações Rurais em causa.



NOVOS CALCETAMENTOS

A Freguesia está a propor à Câmara Municipal o calcetamento das ruas (por calcetar) que passam junto ao Largo do Rossio. Trata-se da rua Manuel Augusto da Silva, da rua Dr. Francisco Antunes e da rua Dr. António Marques Antunes, esta última até à Estrada Velha.

Como se pode ver, está a “desfazer-se” o pavimento destas ruas alcatroadas há já uns 25 anos…

Porém, para lá da vasta área que estas ruas têm para calcetar, há o problema das condutas subterrâneas da Água da Rede também elas em mau estado – entre outros problemas -- uma vez que foram colocadas (enterradas) há mais de 25 anos.

Ou seja, não convém avançar-se para novos calcetamentos sem que, primeiro, sejam substituídas essas condutas da água e as ligações para as casas.

Portanto, uma e outra destas obras – a substituição das condutas da água e os novos calcetamentos destas ruas – dependem da Câmara Municipal.

Todavia, a Junta de Freguesia está a propor à Câmara a celebração de um “protocolo” com o objectivo de ser a Junta de Freguesia a enquadrar os novos calcetamentos.

Espera-se que a Câmara concorde, e rapidamente assuma aquilo que muito lhe compete fazer. E que assim apoie decisivamente a Junta de Freguesia e a População de Vila Franca da Beira também nestas obras muito necessárias.


OUTROS CALCETAMENTOS

Dentro em breve vão ser calcetadas ( para já a expensas da Freguesia) algumas pequenas ruas e também o Pátio das Ameixoeiras.

Ainda assim, tem significado a área total a calcetar uma vez que se aproxima muito dos mil metros quadrados.

(Boletim de Informação da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira - Novembro de 2007)


3 de outubro de 2007

XVIII Torneio Ibérico em Futebol - Veteranos


XVIII Torneio Ibérico em Futebol - Veteranos - Vila Franca da Beira -

29 Setembro, 2007 - Campo das Carvalhas.

Este "slideshow" não admite cedilhas e acentos, nas legendas





Mais uma edição dos "Torneios Ibéricos" já tradicionais e famosos além e aquém fronteiras. Mais uma organização a cargo do Núcleo de Veteranos da UDV - União Desportiva e Tuna Vilafranquense.

Este ano, com a participação de uma poderosa equipa representativa dos Veteranos do "Deportivo" de Salamanca, e de uma equipa do IPO-Instituto Português de Oncologia, de Coimbra, para além da equipa "da casa".

Arbitragem à responsabilidade de um trio da freguesia de Seixo da Beira. É aquela isenção e aquele "fair-play" que também nos caracterizam...

Bom futebol, apesar de tudo...

Apesar da média das idades, e da propensão ainda existente em dois ou três dos "jogadores" para alguma picardia e para os remoques face aos Árbitros...

A equipa do "Deportivo" de Salamanca - composta por vários futebolistas que competiram nas principais divisões do futebol em Espanha - produziu bom futebol e foi imbatível sem sequer precisar de se esforçar ao máximo. E quando assim é...

De qualquer forma, também estiveram à altura das circunstâncias quer a equipa do IPO quer o Núcleo de Veteranos da UDV.

Resultados das três partidas de 45 minutos cada:


Núcleo da UDV - 0 ---- I P O - 1

Deportivo de Salamanca - 3 - Núcleo da UDV - 0

I P O - 0 --- Deportivo de Salamanca - 1


Portanto, vitória para o Deportivo de Salamanca neste "XVIII Torneio Ibérico".

Convívio gastronómico-cultural na Sede da UDV

E também como tem acontecido nos últimos catorze anos - desde 1994 - seguiu-se um "espectacular" convívio gastronómico-cultural preparado, servido e usufruido na Sede da UDV.

Então, uns cento e vinte convivas - pois mais gente se juntou aos componentes das quatro equipas, aqui incluindo a equipa de arbitragem -tiveram oportunidade para degustarem a carne do porco que teve a subida honra de ser "sacrificado" para esse efeito. Aliás, um luzidio bácoro criado com boas e naturais comidas ("lavages" ) ao longo de praticamente um ano, e tal como prescreve o grau de exigência da organização destes eventos, a cargo do Núcleo de Veteranos da UDV. Assim, confeccionados por cozinheiras "tradicionais" e expressamente contratadas para a ocasião, "chegaram, foram comidos e venceram":- o belo "caldo verde", mais um magnificamente saboroso "arroz do osso da suã", mais uns torresmos com batata, mais febras e costeletas assadas na brasa, mais pão caseiro, mais fruta, mais queijo de serra, mais vinho do (bom) Dão da Cooperativa local, mais aguardente de pêra. Um regalo ! A trazer até nós, e para dentro de nós, essa felicidade do mais natural convívio gastronómico. Conversas às dúzias. Risos e sorrisos por todos os rostos.

Depois, avançada a comezaina, foi altura para os "discursos" da ordem. Múltiplos agradecimentos, votos de firme amizade e de próximos festanças e também de mais ponta-pés na bola. Até à próxima até ao próximo ano.

O Núcleo de Veteranos da UDV salienta a colaboração das muitas Pessoas que se envolveram na preparação do evento.

Destaca os apoios da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital; da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira; da Caixa Agrícola de Oliveira do Hospital; da Direcção da UDV; e destaca os vários patrocínios que corresponderam.

O Núcleo de Veteranos da UDV agradece a vinda e a participação de todas e todos que, de alguma forma, se envolveram neste "XVIII Torneio Ibérico em Futebol - Veteranos".

É de todas e de todos o êxito alcançado e que prestigia Vila Franca da Beira !

Pel´ O Núcleo de Futebol - Veteranos da UDV

Jano

14 de setembro de 2007

NÚCLEO DE VETERANOS DA UDV

Em Salamanca, Sábado, 15 Setembro, 2007

O Núcleo de Veteranos da UDV vai a Salamanca - Sábado, 15 Setembro para aí disputar um "amistoso" em Futebol - Veteranos com uma equipa congénere da região de Salamanca.

Salamanca

Trata-se de mais um convívio gastronómico- futebolístico com "nuestros hermanos". E a 29 de Setembro, desta vez em Vila Franca da Beira, lugar ao "XVIII Torneio Ibérico em Futebol Veteranos" entre as equipas do Núcleo de Veteranos da UDV, a congénere de Salamanca e uma equipa do IPO de Coimbra.

Início deste Torneio para as 15 horas no "Estádio das
Carvalhas" em Vila Franca da Beira, no Sábado, 29 de Setembro, 2007. (Ver cartaz, acima)

Pel´ O Núcleo de Veteranos da UDV Jano

18 de agosto de 2007

Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira - Passeio Anual


Excursão / Passeio Anual
Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira


Sábado, 22 de Setembro de 2007 “Na Rota do Douro e do Vinho do Porto”

Itinerário:

7 H 00 – Saída de Vila Franca da Beira ( Da Paragem dos Autocarros)
9H30 // 11 h 30 – Peso da Régua – Visita à Casa do Douro
12h.00 – Almoço – Restaurante “Varandas da Régua”

Seguido de visita a Miradouro sobre o Rio Douro.

15H30 – Vila Nova de Gaia – visita às Caves da Real Companhia Velha
18H00 – Aveiro – Passeio de Barco na Ria de Aveiro
19H00 – Merenda // Jantar de Farnel (a cargo dos Excursionistas)
( 23H00 – Chegada prevista a Vila Franca da Beira)

Inscrições na Junta de Freguesia até 15 de Setembro. Preço, inscrição por pessoa = € 20,00

Nota: Até fim do mês de Agosto, a prioridade na inscrição é para Reformados… Depois, é para toda a gente… até completar os 50 lugares do Autocarro.


Vila Franca da Beira, 12 de Agosto 2007
Pel’ A Junta de Freguesia
O Presidente

(João Dinis)


24 de julho de 2007

Festejos de Verão 2007

UDV - Os eventos dos tradicionais Festejos de Verão.


Sexta ( à noite) , 27 de Julho
, com um bailarico no Campo das Carvalhas.

Sábado, 28 de Julho, continuam no Campo das Carvalhas, com :

-- 16 horas

Um desafio em Futebol-Veteranos entre o Núcleo de Veteranos da UDV e equipa congénere de Lagares da Beira;

-- 17 h. 30
Um desafio de futebol entre equipas normais da UDV e de Vila do Mato.


Pela noite dentro, mais um Bailarico abrilhantado por conjunto musical “ao vivo” e acompanhado pelos “comes e bebes” do estilo.

Domingo, 29 de Julho - à tarde e sempre no Campo das Carvalhas-- uma novidade “absoluta” aqui para Vila Franca da Beira e região:

-- Uma “Garraiada” com luzido “corte” de novilhas ( mais ou menos novilhas…) alugadas de encomenda para o efeito.

Para aumentar a imagem - click sobre o cartaz

Espera-se que não faltem “voluntários”, e mesmo “voluntárias”, para a briga - a pé e à unha - que se antevê animada. À cautela, para estimular não faltará da boa pinga “Dão” … e para “arrefecer” haverá gelo para pôr em algum hematoma… A não perder !

Para o Jantar de Domingo a Organização tem “porco no espeto” com arroz e feijão à maneira. Tudo a regar com o nosso Dão

(pelo menos).

Segunda 30, à noite, a Festa continua já em tom de despedida mas ainda assim com toda a animação caseira.

Portanto, cá esperamos por todos os Vilafranquenses e Amigos e pelos Forasteiros.

Jano

Parabéns ao Rancho Rosas de Vila Franca da Beira

Para aumentar a imagem - click sobre o cartaz

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Em nome pessoal e da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, venho aqui expressar publicamente toda a satisfação perante a realização, a 21 de Julho, de mais um (bom) Festival de Ranchos Folclóricos. Realização que esteve a cargo do Rancho Rosas de Vila Franca da Beira e que contou com a colaboração da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV, e da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, entre outras Entidades.

Aqui se endereçam calorosas Saudações ao Rancho Rosas de Vila Franca da Beira e aos seus principais animadores que bem souberam reorganizar o Rancho e retomar a sua actividade com força e brilhantismo. Parabéns !

Espera-se que todas e todos sejam agora capazes de continuar com ainda mais vontade. Sabemos que, por vezes, a missão não é nada fácil. Também por isso tem mais significado e valor.

Um grande abraço e renovados Parabéns.

João Dinis, Jano

(Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira)

23 de julho de 2007

Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira - 5ª Edição

Chegou ao fim mais uma edição do Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira organizada por João Frade e pelo Clube de Ténis de Oliveira do Hospital. Esta foi a quinta edição e apresenta-se integrada no circuito de torneios inter-sócios do Clube de Ténis de Oliveira do Hospital.

Esta 5ª edição não terminou no dia 15 de Julho como era esperado por motivos meteorológicos, o único jogo que teve ser adiado foi a final que se realizou no dia 21 de Julho às 18h. A final foi bastante disputada e foram necessários 3 sets para conhecer o vencedor. Luís Marques foi o campeão de 2007, batendo o finalista Fernando Almeida com os parciais de 2-6, 6-2 e 6-1.

Fernando Almeida (esquerda) e Luís Marques (direita)

A taça conquistada pelo finalista Fernando Almeida foi entregue pela Engª Alzira Frade e João Dinis (presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira) entregou a taça ao vencedor Luís Marques. No total, participaram 17 atletas neste torneio e a organização espera realizar a sexta edição em 2008 de modo a incentivar nos jovens da aldeia o gosto e prática pelo ténis.

João Frade

2 de junho de 2007

“IV Passeio Pedestre” - 27 Maio, 2007

pelo “XIX Aniversário” da Freguesia de Vila Franca da Beira


Vila Franca da Beira – Póvoa – Penha – Vale de Ferro - Vila Franca da Beira

O Ponto de Encontro e de saída, para este Passeio / Caminhada, foi o Largo da Capela. O agora electrónico “carrilhão”, da Torre da Capela, tocava breve trecho da conhecida música “Avé, Avé, Avé Maria…” seguido das dez “badaladas” (também estas electrónicas…) a assinalar a hora…


O grupo de caminheiros deste ano – oitenta pessoas, onde se destacavam muitos jovens e crianças - arrancou cheio de gana pela “Avenida das Laranjeiras”, a rua António Simões Saraiva.

Passou no Largo do Rossio, desceu às Fontes Laceiras, passou pela Boiça, daí rumou a Poente, emaranhou-se em densos matagais ( um perigo, caso aí deflagre incêndio florestal…). Pelo lado Sul da Quinta da Cerca, subiu-se até dentro da Póvoa de S. Cosme e parou-se junto ao edifício da antiga Escola Primária desta Povoação. Oportunidade para aí se “dejuar” ou seja, para se beber e comer um pouco do farnel.


Entretanto, um conterrâneo nosso, que actualmente reside na Póvoa, fez questão de lá oferecer “jorpiga” - ou jeropiga – a quem quis. Algumas mulheres foram das mais afoitas e fizeram com que uns “goles” ou “golos” da dita lhes amaciassem gargantas e estômagos… Os “efeitos secundários” também logo se fizeram sentir pois aumentou bastante a chinfrineira que elas faziam… Enfim, também aumentou a boa disposição em todo o grupo. Apenas o tempo atmosférico se mantinha fresco, quase frio, com o céu fechado e a ameaçar com o “borriceiro”. Em todo o caso, é preferível “marchar” com estas temperaturas do que com o calor estival que, aliás, já se deveria fazer sentir por cá e ainda não faz.


- O altaneiro Miradouro da Penha e o belo Vale do Mondego –

Da Póvoa, num salto, estávamos no miradouro da Penha da Póvoa – ou Penha do Vieiro – de onde se avista uma das mais bonitas paisagens da região, com o Vale do Mondego, em fundo, e as vertentes empinadas, primeiro, e amansadas, logo depois, a servir-lhe de berço. Com muitas cautelas, não fosse alguém cair, se (re)apreciou a paisagem. Que pena, esta zona/região estar tão “esquecida” pelas entidades – Câmaras Municipais e Governo Central - a quem mais compete preservar e potenciar estes notáveis recursos naturais e paisagísticos!


Aliás, pelo meio da beleza deste Vale do Mondego, notam-se bem as “chagas” da desflorestação causada por sucessivos incêndios florestais, mais a erosão acelerada das vertentes e dos socalcos ancestrais muitos destes cavados e construídos por mãos humanas, durante séculos… E, sabe-se, andam poluídas as águas do Mondego, do Seia e, ali mesmo ao fundo do Vale de Ferro, da Ribeira d´Arca que passa ao fundo de Vila Franca, depois de nascida, que um pouco mais acima o é, em Aldeia Formosa.


É agora urgente que nós, os auto-proclamados “civilizados” do século XXI, é urgente provarmos que estamos à altura das nossas responsabilidades na inadiável preservação e promoção desta parte do Concelho e da Região Beirã. Afinal, primeiro, os antepassados ditos “pré-históricos”, a seguir, os “medievais e outros mais próximos, todos eles souberam construir e deixar-nos em legado este enternecedor património que, agora, se está a degradar, a alto ritmo, por acção e omissão da nossa parte…

Depois, desceu-se até ao “estradão” principal e fundeiro ao Vale do Mondego, por acaso em melhor estado que nos últimos dois ou três anos. Bom, afinal, algumas máquinas municipais têm por ali andado a arranjar os “velhos” estradões agro-florestais…



Toca então a subir, e a doer, em direcção ao Vale de Ferro e à Capelinha da Nossa Senhora das Necessidades para onde estava aprazado o “Almoço/Convívio”…

Almoço/Convívio
junto à Capelinha da Nossa Senhora das Necessidades – Vale de Ferro


Uma boa hora antes que os caminheiros, já lá tinham chegado, ao pé da Capelinha, os mais imponentes membros do “inefável” Clube dos Barrigudos de Vila Franca da Beira. A instalar a “festa”, com mesas recobertas com toalhas brancas (de papel), um toldo plástico e uma barraquinha de praia ou jardim. Mesmo ao lado, uma larga fogueira acesa e a fornecer brasas para dois assadores/grelhadores. Nestes, “chiavam” já as sardinhas,

os pedaços de entremeada e de febras de porco e algumas chouriças caseiras. Pão alvo - “alveiro” – broa de milho, alguns papo-secos, estavam já colocados sobre as mesas.
Via-se muita fruta. Aqui e acolá, em pontos estratégicos, perfilavam-se também alguns garrafões de vinho tinto, com o nosso Dão, da Adega. Completavam o “cenário”, garrafas plásticas com sumos e água. Ah! Havia quem soubesse que, por ali, também esperavam uns queijos da serra e uns requeijões de ovelha…

Com tanta e tão apetitosa oferta, ninguém se fez de rogado. De imediato (13 horas) se avançou sobre o repasto. Caminheiros e companheiros, alguns convidados, ali se juntavam agora umas cento e vinte pessoas em reconfortante comezaina. Serviam de assento muros vetustos e certos afloramentos graníticos, afinal tal como desde já desde muito antes serviram de assento a avós e trisavós, pelos tempos de antanho. E mesmo, mesminho no final, ainda chegou (a tempo…) mais uma garrafa da macia “jorpiga”.

Já é um meritório objectivo, em si próprio, o processo de se conviver nestas agradáveis e descontraídas circunstâncias. Mas um dos motivos principais que levou a Junta de Freguesia a patrocinar este almoço/convívio, no Vale de Ferro, junto à Capelinha da Senhora das Necessidades e no dia da Festa a esta Santa, foi o de se (re)viver uma das Romarias mais fortes e mais tradicionais da região, durante séculos.

Vale de Ferro é hoje uma Povoação praticamente desabitada. Em Outubro de 2005, várias das suas casas (desabitadas) foram mesmo queimadas por um violento incêndio florestal que só não levou a Capelinha ou por milagre ou porque os Bombeiros a souberam proteger, um dia e uma noite cheios de sobressaltos. Aliás, um casal de imigrantes vindos da Bélgica, organizou uma exposição fotográfica com fotos desse incêndio e de algumas das suas más consequências. Lá estavam expostas essas fotos, precisamente, numa das casas então ardidas, ao fundo da Capelinha.

A Missa na Capelinha só começou às 15 horas. A nossa gente caminheira estava a arrefecer demasiado e ainda faltava enfrentar o regresso até Vila Franca… Por vontade da maior parte do grupo, a caminhada reiniciou-se às 14 horas e 30.

- O regresso a Vila Franca da Beira –

Saída do alto, de junto da Capelinha, e complicada descida até um dos primitivos caminhitos que, daí, partem em direcção a Vila Franca. Atinge-se o limite da nossa Freguesia, pelo lado conhecido por “Estaleiro” seguido de passagem pelas Madroas. Virado a Este, entra-se um pouco no alcatrão que pavimenta o caminho que, saído da Seixas, agora chega até Vila Franca pelo lado das Cangostas / Ponte d´Arca. Mais próximo, o grupo envereda por complicados atalhos até ao Penedo do Algar ou Penedo da Moira Encantada.

- O Penedo do Algar ou Penedo da Moira Encantada –

É já uma outra “romaria” esta de se ir até lá, a este venerando Penedo, de cada vez que por ali passa uma caminhada organizada. A garotada e os jovens já o vão conhecendo bem. Num ápice, trepam-lhe até ao coruto, precedidos e seguidos, ou não, pelos mais velhos. Enfim, esta já é uma “tradição” de certa forma perigosa porque, sobretudo do seu lado Nordeste, o Penedo do Algar é alto e “corta” a pique. Por esse lado, lá no fundo, emerge e sobe a Laje onde ele assenta e que, de baixo dele, avança e se alarga. Terá sido nesta Laje, que um Vilafranquense (ainda vivo) já viu “ as bruxas” a dançar à roda, em noites de lua-cheia!... Oportunidade para aí também ser (re)contada, lá mesmo do coruto, a lenda do Penedo do Algar ou Penedo da Moira Encantada:- aquele enorme Penedo foi carregado à cabeça, até ali, por uma Moira Encantada que trazia um filhito ao colo e que, ainda por cima, vinha a fiar linho com uma roca !...

Muita gralhida depois, lá se arrancou finalmente até Vila Franca, pelo lado do Vale e do Outeiro de Santa Margarida/Poço das Águas. São as últimas subidas, faz-se um último esforço, e o grupo converge para a sede da União, UDV, para o Clube.
- Merenda, na Sede da União ou no “Clube” –

Já lá estavam, na Sede da União, alguns dos membros do Clube dos Barrigudos, com a mesa novamente posta e onde se viam, outra vez, algumas das já citadas iguarias. E toca a comer e a beber que já eram quatro e meia da tarde…

Ou seja, o “IV Passeio Pedestre” tinha durado desde as dez horas da manhã até às quatro e meia da tarde, enfim, com o largo intervalo ( uma hora e meia) para o almoço/convívio no Vale de Ferro.

Entretanto, no Clube e após a Merenda, os mais resistentes do grupo - com destaque para várias das mulheres - animaram uma sessão de “cárá-óque”, modalidade de entretenimento, mais ou menos musical, que está ser popularizada, também por aqui.

Chegara ao fim esta iniciativa enquadrada nas comemorações do XIX Aniversário da criação da Freguesia de Vila Franca da Beira.

A Junta de Freguesia agradece a todas e a todos que participaram e faz votos para que mais Gente venha a participar em próximas iniciativas.

O “IV Passeio Pedestre” foi organizado pela Junta de Freguesia e contou com a inestimável colaboração da UDV, do Clube dos Barrigudos e de alguns intervenientes especiais com destaque para os vários repórteres “ de campanha”.

Maio de 2007
João Dinis, Jano

Nota:

No final do mês de Junho, está prevista a apresentação de um Vídeo, produzido pelo António "Guímaro", relativo a este nosso
- “IV Passeio Pedestre” - 27 Maio 2007", -
“XIX Aniversário” da Freguesia de Vila Franca da Beira - numa das sessões de "Sábado na União". - AG


8 de maio de 2007

2ª Rampa Internacional das Cangostas em Carrinhos de Rolamentos


No próximo dia 03 de Junho de 2007, a UDV - União Desportiva e Tuna Vilafranquense organiza a 2ª Rampa Internacional das Cangostas em Carrinhosde Rolamentos.

Na edição deste evento, que teve um sucesso enorme na sua primeira realização, não só em termos de participantes - cerca de 80 inscritos - como também em termos de afluência de público - cerca de dois mil assistentes -, a organização quer manter e se possível subir os níveis atingidos tanto na vertente do espectáculo, como nas vertentes de segurança e organização.

Estarão em disputa prémios para os mais velozes em várias categorias - seniores, juniores, senhoras e multilugares -, mas o principal prémio será para o carrinho mais original, pelo que apelam à criatividade dos participantes.

As inscrições deverão ser feitas, até 30 de Maio, na sede social da UDV em Vila Franca da Beira, pelo telemóvel 967 070 660 ou ainda através do e-mail: rampacangostas@sapo.pt . Mais informações no blog oficial : http:/rampadascangostas.blogspot.com

Sérgio Correia

2 de abril de 2007

Ainda - sobre a "Marcha do Galo" de Sameice

que nos visitou, no passado Entrudo, recebemos o seguinte comentário:

"É com muita satisfação que vos visito para agradecer a forma como fomos recebidos nesse belo local que a todos recomendo visitar. Muito obrigado pela publicação e pela menção que fazem à nossa Marcha do Galo no vosso site. A população de Sameice em geral e os membros da marcha em particular sentem-se muito honrados por terem desfilado para tal honrada plateia. Muito obrigado. Um abraço amigo. Daniel Almeida Barros"

Registamos!

26 de março de 2007

Alteração ao traçado de estradas - Junta de Freguesia

JUNTA DE FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA


Exmº Senhor,

Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital


Assunto:- as alterações a introduzir no traçado da EN – 231 – 2, nomeadamente: a “rotunda ainda dentro desta Freguesia, as “plataformas/passadeiras elevadas” nos dois cruzamentos principais da Estrada Nova ( EN 231 – 2) dentro da Povoação e a correcção da confluência da “Estrada Velha”.

Perante as notícias vindas a público segundo as quais a Câmara Municipal já aprovou e pôs a concurso o projecto de rectificação do traçado da EN 231 – 2 dentro desta Freguesia, vimos expor :

-- Em primeiro lugar, cabe-nos o direito e o dever de manifestar estranheza perante o comportamento da Câmara que não se dignou a consultar previamente esta Freguesia sobre o projecto das alterações em causa. Nem sequer se dignou a informar correctamente a Freguesia de que ia lançar o mesmo projecto a concurso público. Que se passa pois ?
-- Acresce que, ao longo dos últimos anos, incontornavelmente, muito se deve a esta Freguesia, à sua População e aos seus Autarcas, naquilo que toca à permanente reclamação das alterações em causa. Também por isso, e porque de facto a Câmara não ignora que temos propostas concretas sobre essas mesmas alterações, seria de esperar que fôssemos previamente ouvidos nesta matéria. Pelos vistos, não é essa a “sensibilidade” da Câmara Municipal e, em especial, do Senhor Presidente, que, aliás, ainda não quis marcar uma reunião de trabalho com a Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira para dialogar sobre esta e outras matérias. Convenhamos que não são formas democráticas de relacionamento institucional entre as Autarquias e, por parte de um dos lados, ferem já os preceitos do respeito mútuo entre Autarcas democraticamente eleitos. Registe-se, portanto, o nosso desagrado.
-- Entretanto, voltamos a referir que é indispensável corrigir a confluência da “Estrada Velha” com a EN 231 – 2 de forma a evitar acidentes como aqueles que, aí, já vitimaram três pessoas e deixaram sequelas graves em outras duas.

Com os melhores cumprimentos.
Vila Franca da Beira, 21 de Março de 2007

Pel´ A Junta de Freguesia

O Presidente

( João Dinis )

Nota:- anexa-se posição da Assembleia de Freguesia, comunicada na devida altura.

22 de março de 2007

Dia Internacional da Mulher em Vila Franca


Realizou-se no passado dia 9 de Março, um jantar de Confraternização evocativo do Dia Internacional da Mulher.

Este evento, que teve lugar na sede da UDV, beneficiou de uma adesão muito significativa, sendo que as presenças orçaram a centena, e com a particularidade de só serem admitidas mulheres.

Da ementa há a salientar:

Como “entradas” - acepipes muito variados, no meio das quais reinava o camarão
Como pratos fortes – Leitão e Arroz à Valenciana
Como sobremesa - várias iguarias, todas de bom sabor
Como bebidas, entre a água e o café, houve quantidade e qualidade para satisfazer os gostos de tantas convivas

Terminada a refeição foi a festa por excelência

Conversas animadas
Fados
“Caraooke”
Leitura de poemas
Cantares e dançares ao som de músicas tradicionais.

No final da festa todas as mulheres receberam uma pequena lembrança.

Foi uma noite muito bem passada, para o ano há mais.


Cabe aqui um pouco de História:

O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente a 8 de Março. É o dia que lembra os benefícios, económicos, políticos e sociais, alcançados pela Mulher, após muitos anos de reivindicações. No Ocidente, este Dia foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920 mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo movimento de feministas em 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas instituiu a data de 8 de Março para celebrar anualmente o Dia Internacional da Mulher.

Datas e factos significativos da História das Mulheres em Portugal:

1910 – É admitido o divórcio, com igual acesso para ambos os cônjuges. O crime de adultério passa a ter o mesmo tratamento quando cometido por mulheres ou homens;
1911 – As mulheres adquirem o direito de trabalhar na função pública;
1931 – Reconhecimento do direito de voto às mulheres diplomadas;
1966 – Ratificação Convenção nº. 100 da OIT, relativa à igualdade de remuneração entre mão-de-obra feminina e masculina para trabalho de valor igual;
1979 – Entrada em vigor do DL 392/79, que visa garantir às mulheres a igualdade com os homens em oportunidades e tratamento no trabalho e no emprego. Primeira mulher nomeada para o cargo de Primeiro-Ministro: Engª. Maria de Lourdes Pintassilgo;
1995 – Revisão do Código Penal – agravamento das penas dos crimes de maus tratos do cônjuge, violação;
1999 – Criação do Ministério da Igualdade.

O tema das Nações Unidas para o Dia das Mulheres em 2007, é:

NÃO À IMPUNIDADE E FIM À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES.

21 de março de 2007

XVI – Feira do Queijo – Serra da Estrela – Mel e Enchidos – Mostra/Prova do Vinho do Dão

No passado dia 10 de Março, realizou-se em Oliveira do Hospital a XVI FEIRA DO QUEIJO-SERRA DA ESTRELA – MEL E ENCHIDOS – MOSTRA/PROVA DO VINHO DO DÃO


Nesta já tradicional Feira à Moda antiga relevaram:

Tamboreiros de Vila da Feira
Confraria do Queijo da Serra
Confrarias de Espanha – das Astúrias



Vários espectáculos ao ar livre
Exposição de ovelhas portuguesas e espanholas
Operação de tosquia
Prova de queijo da Serra, enchidos da região e vinho do Dão

De entre as várias queijarias expositoras, salientamos a presença da Família Lameiras (Paula e João) de Vila Franca da Beira.


Lá fomos à prova, de todo desnecessária, pois já conhecemos, há muito, a boa qualidade do seu produto. (A.A.)

Foi uma manhã bem passada !

O Entrudo e a tradição em Vila Franca da Beira

A calma confecção do almoço de domingo gordo foi, repentinamente, sacudida pelo ribombar de foguete, prenúncio de algo inusitado para aquela hora.

De facto, começara a ouvir-se música vinda do Largo de Santa Margarida, junto à antiga “Pharmácia”, surpreendendo quem chegava, mais ainda pela actuação de um grupo de jovens - e menos jovens - oriundos de Sameice que encenava o julgamento do galo, em “entrudada” de tradição antiga, com raízes, segundo se crê, nas brincadeiras de escárnio e maldizer medievais.

À música e canto do intróito seguiu-se o julgamento do animal que se empertigava no alto de poleiro agaiolado.


A brejeirice dos ditos e rimas que acompanhavam a acusação e a defesa do animal – cuja vida não se terá pautado pela virtude e bons costumes – arrancavam sonoras gargalhadas de quem assistia. Mascarados a rigor, autoridades, testemunhas, advogados e juiz, apoiados em grossos volumes de legislação, concluíram pela condenação à morte do galináceo. Nas deixas testamentarias, este, entre outras, deixou a crista aos soberbos e emproados, as unhas aos que delas precisassem para melhor arranhar e o bico para quem tivesse o seu demasiado pequeno. Tudo isto acompanhado com um certo ar de erotismo e prosápia de GALO.

No final, uma dança em ritmo pauliteiro encerrou a actuação do grupo a quem a assistência não regateou aplausos e contribuição monetária.

É bom constatar que continua havendo quem, que por gosto e carolice, não deixa morrer tradições como esta que se perdem na conta dos tempos.

UDV

A UDV mais uma vez organizou o baile de Carnaval, em 19 de Fevereiro, segunda feira, que foi abrilhantado pelo conjunto “BRINCOBAILE”.

Os Vilafranquenses participaram activamente e em grande número, aproveitando para um "pé de dança”, para um serão de convívio, e fundamentalmente para tomar parte no tradicional concurso de mascarados, classificados em duas categorias:


“ENTRUDEIROS” que respeitam a tradição antiga
“FANTASIAS” todos os outros tipos de máscaras


De acordo com as respectivas idades, foram agrupados em CRIANÇAS, JOVENS e ADULTOS.

Os premiados foram:

No grupo CRIANÇAS, uma menina, que vestia um traje de índia, além de outro menino.
No grupo JOVENS, um rapaz, de “entrudeiro” trapalhão que ostentava um candeeiro aceso na cabeça
No grupo ADULTOS, uma “entrudeira” peixeira – a ELISA – com um caixote de peixe à cabeça.

A festa continuou, e, o som da música do conjunto, levava os circunstantes a rodopiar divertidamente. (C.A.)

Para o ano há mais !

Protesto - atraso emissão cartões de utente saúde

Para ampliar - clicar sobre o documento acima!

27 de fevereiro de 2007

UDV - Vamos Comemorar o DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Dia 9 de Março de 2007, pelas 21.30h., na Sede da UDV,
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VAMOS CELEBRAR ESTE DIA COM UM JANTAR CONVÍVIO
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SE ÉS MULHER INSCREVE-TE E VEM PASSAR UMA NOITE DIVERTIDA
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ONDE OS HOMENS NÃO ENTRAM...
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PARTICIPA E TRAZ UMA AMIGA...
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Valor de cada inscrição: 10 euros
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22 de fevereiro de 2007

Calendários das Actividades da UDV - 2007

  • Escola de Música - já em funcionamento
  • 8 de Março - Comemoração do "Dia Internacional da Mulher" - jantar
  • 25 de Março - Corrida de Moto Cultivadores
  • 5 de Maio - Jantar / Convívio do Rancho "Rosas de Vila Franca da Beira"
  • 3 de Junho - Corrida de Carros de Rolamentos
  • 21 de Julho - Festival do Rancho "Rosas de Vila Franca da Beira"
  • 27-28-29-30 de Julho - Festas Anuais de Verão

10 de janeiro de 2007

Cepo de Natal e Ano Novo - 2006 / 2007

Cepo de Natal e Ano Novo

Tradição que se preze, volta e é renovada.

Aí tivemos o Cepo de Natal e Ano Novo. Desta vez com cepos propriamente ditos. Começou logo a 23 de Dezembro, com um enorme cepo que proveio de degolado eucalipto. Chegou com terra agarrada às raízes, assim como se não quisesse deixar esta vida. Pesava mais de quatro mil quilos e foi precisa uma grande máquina, da fábrica de serração de madeiras, para o carregar até ao Largo da Capela. Posto no sítio, ficou em posição tal que mais parecia uma anta, daquelas tipo “arcaínha” ou, até, como terá sido uma outra anta que existiu até finais do século XIX onde agora é a Mata, por trás da Escola. Mais cepos vierem juntar-se-lhe, mais pequenos mas igualmente agarrados a terra que se foi amontoando, ao lado. Botou-se-lhes o fogo. Pressurosas se amontoaram também uma ramadas secas que rapidamente transformaram fogo em crepitante fogueira.

Fez-se o Cepo de Natal e Ano Novo e as Pessoas vieram a venerá-lo, à sua volta.

Estiveram muito frias algumas noites das mais chegadas ao Dia de Natal. Volta e meia, meia volta, e volta a meio-rodar, para se aquecer o corpo todo, embora por partes... Por alturas da passagem de ano não houve frio como ele se esperava. Aliás, até houve temperaturas exageradamente altas para a época.

Em várias dessas noites, a tradição consumou-se em torno do “sacrifício” de quilos e quilos de chouriças, ou “choiriças” como ainda se diz por cá. Assadas ou grelhadas nas brasas “roubadas” ao Cepo. Duas dessas chouriças – confeccionadas especialmente para a ocasião – mediam mais de um metro, cada uma! E, claro, correu pela goela abaixo o bom tinto que se providenciou. Chegaram a estar, noite adentro, ao mesmo tempo, mais de trinta pessoas em diferentes grupos, mas todas convergindo no mesmo tipo de pitéu, embora com frequência “entremeado” com umas “febras” de porco. E talvez porque o tinto fosse “marrão” ( ou inspirador) uma dessas vezes até houve um afinado coro de vozes masculinas que entoou canções populares até às quatro da madrugada – e não foi só entoada a conhecida cantiga do “passarinho cantou”…

Esvaneceu-se o Cepo, pelos Reis. Fica a recordação na nossa memória colectiva. Criámos mais um espaço para o convívio comunitário, afinal para partilhar frios e aconchegos. E a satisfação de estarmos vivos, juntos e solidários, pelo menos por mais um ano!

Jano

9 de janeiro de 2007

Noite de Fim de Ano na União Desportiva e Tuna Vilafranquense - 2006/2007

A União Desportiva e Tuna Vilafranquense realizou uma grandiosa Noite de fim de Ano.

Pelas vinte horas começaram a chegar os primeiros foliões da noite. O jantar (arroz de feijão, batata frita, lombo assado e salada que estava simplesmente divinal) foi servido num ambiente familiar e acolhedor.

A alegria estava estampada no rosto de cerca de cento e cinquenta pessoas.

Depois do repasto os mais atrevidos aventuraram-se no karaok. Um dos grandes momentos da noite, foi quando o senhor Alexandre Marques cantou e encantou todos os presentes, com um fado. Quem não teve coragem para mostrar os seus dotes vocais, divertiu-se a dançar.

Foi muito animada a passagem para o Ano novo, com fogo de artifício, chuva de serpentinas papelinhos, e claro muito champanhe, como manda a tradição, entre abraços, beijos e votos de um bom Ano.

A festa continuou pela noite fora, onde os mais novos tiveram direito a um espaço especial, com música apropriada para a sua idade. A confraternização entre as várias faixas etárias e diferentes classes sociais foi o mais bonito de se ver! Mais parecia a reunião de uma grande FAMÍLIA!

Ao Miguel Figueiredo, ao Marques Narciso e à sua simpática esposa, a assim como toda a Família (Músico), e às senhoras que confeccionaram o saboroso jantar; Mila Marques e Nícia Ferrão, e a todos que participaram e ajudaram, o nosso obrigado, pela organização, pelo seu empenho e trabalho para que tudo corresse bem.

O nosso agradecimento por nos terem proporcionado esta GRANDE NOITE!

DE OLGA RODRIGUES