21 de dezembro de 2009

Boas Festas

Votos de

>



para Todos os Vilafranquenses e Amigos

António "Guímaro"

Assembleia aprovou moções do deputado da CDU

SEGUNDA, 21 DEZEMBRO 2009 15:25 LILIANA LOPES ÚLTIMA HORA in "Correio da Beira Serra - OnLine"


João Dinis assistiu, no último sábado, à aprovação de duas moções onde reclama o reforço de verbas para as autarquias e a realização de investimento público.

Foram aprovadas por maioria as duas propostas apresentadas por João Dinis na última Assembleia Municipal. Usando a crise para justificar a apresentação de cada uma das moções, o deputado municipal da CDU referiu-se em particular à “necessidade crescente” das autarquias de “fazer face a um conjunto de despesas que aumentaram, enquanto diminuíram algumas das receitas”.

Continuação da notícia em:
http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2935:assembleia-aprovou-mocoes-do-deputado-da-cdu&catid=53&Itemid=110

António Lopes brindou bombeiros de Lagares da Beira com mais uma ambulância

SEGUNDA, 21 DEZEMBRO 2009 17:37 LILIANA LOPES ÚLTIMA HORA in "Correio da Beira Serra - OnLine"


Numa altura em que a quadra natalícia é convidativa à troca de presentes, os bombeiros de Lagares da Beira foram contemplados com uma viatura de transporte de doentes.


O gesto altruísta partiu do empresário e benemérito local António dos Santos Lopes que, no último sábado, depositou a nova ambulância no parque de viaturas da corporação.
 
Continuação da notícia em:
http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2936:antonio-lopes-brindou-bombeiros-de-lagares-da-beira-com-mais-uma-ambulancia&catid=53&Itemid=110

28 de novembro de 2009

FBA descapotável já roda pelas ruas de Vila Franca da Beira


Início Notícias Destaque FBA descapotável já roda pelas ruas de Vila Franca da Beira - in "Correio da Beira Serra - OnLine"

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Aos 76 anos, “Mariano” dá por concluída a segunda invenção automóvel. O protótipo descapotável com o seu nome está pronto e já circula em Vila Franca da Beira.

É descapotável e com capacidade para duas pessoas o novo modelo automóvel, de marca “FBA” criado em Vila Franca da Beira por Fernando Borges Abrantes, mais conhecido por “Mariano”.

Não é contudo o primeiro carro criado pelo inventor de 76 anos, já que há 30 anos, também pôs nas ruas de Vila Franca um outro modelo, da mesma marca, e que a filha fez questão de conduzir no dia do casamento.


Totalmente inventado por Mariano, o carro apresenta-se como um misto de peças recuperadas num vulgarmente conhecido “papa-reformas”, num motociclo, num Fiat antigo e, de outros apetrechos produzidos pela força braçal do próprio inventor.

“Fiz o volante com duas argolas que fui batendo até fazer duas meias luas”, contou ao correiodabeiraserra.com, acrescentando que “o motor era de um papa-reformas e o manípulo das mudanças foi retirado do Fiat”.

Embora sem portas e sem tejadilho, o FBA de Mariano trabalha com um toque de chave e anda a gasolina de mistura. “Ainda dá 60 km/h”, referiu explicando que não pode andar a maior velocidade “porque a direcção começa a laquear”.

Fruto de uma grande dedicação do inventor, o FBA tem contudo uma longa história para contar. É que o protótipo chegou a fazer parte dos sonhos de Mariano que chegou a recear que um dia pudesse ficar “louco”, já que a solidão com que se debate desde que ficou viúvo, o levava a permanecer longas horas no interior da velha oficina a dar forma ao automóvel.

Iniciado há alguns anos, foi nos últimos dois anos que o FBA ganhou maior forma e se traduziu num verdadeiro desafio para o inventor. A certeza era de que, depois de concluído, o carro tinha que ser desmontado para poder chegar ao exterior da velha oficina. E foi isso mesmo que aconteceu no último Verão, com Mariano a ver-se na obrigação de voltar a dar forma ao protótipo. “Depois foi fácil, foi como chegar ao guarda-vestidos e enfiar a roupa”, contou satisfeito a este jornal, explicando que não havia outra solução já que “a porta tem um 1,20 metros e o carro tem 1,30”.

Com o carro na rua, Fernando Abrantes não resiste a dar uma voltinha pela terra. “No outro dia fui até ao Seixo, mas tenho medo porque não tenho papéis”, confessou, contando que as pessoas se mostram surpreendidas quando vêem o carro passar. Segundo disse, até já houve quem lhe quisesse comprar a viatura, mas a venda do FBA não está entre os planos de Mariano que, confessa necessitar mais de companhia do que de dinheiro. “Não o vendo por dinheiro nenhum”, realçou, revelando alguma dificuldade em quantificar o dinheiro que empregou no novo modelo. "Só os estofos custaram-me 70 Euros", contou.

Com um passado ligado a invenções – fez uma máquina a vapor, santos e cascadeiras de milho em madeira, – Fernando Borges Abrantes diz que, por agora, o momento é de descanso. Tem, contudo, entre o planos fazer o tejadilho do novo carro. Mas, primeiro tem que proceder a um arranjo na velha oficina porque a “chuva já entra por todos os cantos”.

8 de novembro de 2009

Feira de São Martinho no Agrupamento de Escolas da Cordinha

Feira de São Martinho no Agrupamento de Escolas da Cordinha - in Correio da Beira-Serra on line
QUINTA, 29 OUTUBRO 2009 17:32 LILIANA LOPES

No próximo dia 14 de Novembro festeja-se o São Martinho na Cordinha. O Agrupamento de Escolas leva a efeito uma feira destinada a reviver tradições.

Alunos, funcionários e professores estão envolvidos na organização da Feira de São Martinho que vai decorrer, entre as 09h30 e as 15h00 de 14 de Novembro, no Agrupamento de Escolas da Cordinha, em Ervedal da Beira.

Composta por várias “barraquinhas” onde cada turma vai vender produtos agrícolas, como as castanhas e outros, a iniciativa visa reviver tradições, num espírito de convívio.

Paralelamente, o certame envolve também exposições de pintura, fotografia, bem como a animação a cargo de vários grupos, como é o caso da Fanfarra dos Bombeiros de Lagares da Beira.

A Feira de São Martinho é ainda aberta à participação de artesãos para exposição e venda dos seus produtos. Não vão faltar também os petiscos e outras iguarias.

Para o final do certame, o Agrupamento reserva a apresentação do livro "O Filho Não é Meu" da escritora da Cordinha, Maria Alice Gouveia. A direcção da escola convida à participação de toda a comunidades educativa e população em geral.

Empresário António Lopes compra pequena aldeia do Vieiro


Com a devida vénia, transcrevo a notícia abaixo, publicada na "Rádio Boa-Nova on line"

06/11/2009 – 13h56 – Empresário António Lopes compra pequena aldeia do Vieiro no limite norte do concelho, com objectivo turístico.

O empresário António Lopes e agora Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital comprou, segundo o próprio em declarações Antena1, para fins turísticos, a aldeia abandonada do Vieiro, localizada numa encosta junto ao Mondego no limite norte do concelho com o município de Nelas.
 
Esta aldeia estava desabitada há muitos anos e dela fazem parte cerca de vinte casas de granito a maior parte delas em ruínas.
 
Manuela Soares até aqui a proprietária, disse também à agência Lusa que” foram necessários diversos anos para conseguir reunir todas as parcelas que fazem parte da aldeia”. António Lopes diz “não ter uma ideia definida do que irá fazer com a aldeia, embora adiante que a prioridade é a recuperação das casas, para que possam servir o turismo da região".
 
Para que isso seja possível comprou também algumas casas em Aldeia das Dez e em Vila Franca da Beira. Em declarações à Antena1, o novo Presidente do Município José Carlos Alexandrino disse que, o desenvolvimento do concelho passa também e em grande parte pelo turismo, sendo essa uma das suas preocupações e apostas para o concelho.

3 de novembro de 2009

CÂMARA MUNICIPAL DE OLIVEIRA DO HOSPITAL




José Carlos Alexandrino e António dos Santos Lopes foram empossados, respectivamente, nos cargos de presidente da Câmara Municipal  e de presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

Acreditamos que, com esta equipa, a "Cordinha" em particular, e o concelho de Oliveira do Hospital em geral,  virão a ter a prosperidade e a visibilidade a que já há muito tinham direito.

PARABÉNS - BOM TRABALHO e VOTOS DE FELICIDADES !

António 'Guímaro' e votantes que elegeram estes Candidatos.

1 de novembro de 2009

Novos Autarcas - VILA FRANCA DA BEIRA - Tomada de Posse




JUNTA DE FREGUESIA DE
VILA FRANCA DA BEIRA



Tomou posse na passada Sexta-Feira, 30 de Outubro, 2009, a nova Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira.


Já em sessão, a nova Assembleia de Freguesia elegeu os dois Vogais da Junta de Freguesia, pelo que este órgão fica assim constituído:


  • Presidente: - João Manuel Fontes Dinis (CDU - PCP - PEV)
  • Secretário(a) - Alice Maria da Silva Pereira Lameiras (CDU - PCP - PEV)
  • Tesoureiro:- Viriato Manuel dos Santos Coelho (CDU - PCP - PEV)
Estes três membros do Executivo da Freguesia já ocupam os mesmos cargos desde 2001.


A nova Assembleia de Freguesia está assim constituída:


  • Presidente:- Alípio José Esteves dos Santos Monteiro (CDU - PCP - PEV)
  • Primeiro(a)-Secretário(a):- Sílvia Alexandra Abrantes Ramos (CDU - PCP - PEV)
  • Segundo-Secretário:- João António da Silva Gomes (CDU - PCP - PEV)
Vogais:


  • Helena Isabel Amaral Ferrão Cruz (CDU - PCP - PEV)
  • Ana Paula Borges Santos Lameiras (PSD)
  • Maria Bernardete Morais Pinheiro da Fonseca (PSD)
  • António Manuel Simões Marques Narciso (PS)
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PARABÉNS - BOM TRABALHO e VOTOS DE FELICIDADES !
 António 'Guímaro'
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12 de outubro de 2009

Autárquicas 2009 - Resultados - Vila Franca da Beira e Oliveira do Hospital

( Para ver os mapas aumentados - click sobre os mesmos )

VILA FRANCA DA BEIRA - Assembleia de Freguesia / Junta




OLIVEIRA DO HOSPITAL - Câmara Municipal




OLIVEIRA DO HOSPITAL - Assembleia Municipal



Parabéns a TODOS ! Votos de Felicidades e desejo de BOM TRABALHO!
Os Munícipes de Oliveira do Hospital e os VilaFranquenses merecem !

9 de outubro de 2009

5 de Outubro de 1910: quase um século depois…

Artigo de Renato Nunes - Professor de História e ilustre Vilafranquense


publicado no Correio da Beira Serra - Online - SEXTA, 09 OUTUBRO 2009 14:28


Comecei a interessar-me pelo silêncio desde muito cedo.

Então, no que se refere à História, os silêncios podem ser tão ou mais significativos que os testemunhos encontrados.

Fazer a “História da História”, como, por exemplo, o tem ensaiado Luís Reis Torgal, pode ajudar-nos a compreender algumas das causas de muitos silêncios, consciente ou inconscientemente fabricados. É um pouco como, e só a título de exemplo, entrar numa biblioteca de um republicano, aqui entendida como objecto historiográfico, e analisar não só as obras aí existentes como tentar ainda compreender a ausência de outras…

Ora, alguns dos silêncios que ainda persistem em Portugal podem encontrar-se, de algum modo, associados ao Estado Novo (1933-1974) e, subentenda-se, às várias representações oficialmente propagandeadas (e proibidas), ao longo desses 41 anos de existência.

Um dos poderosos mecanismos que o regime fascista português tinha ao seu serviço, para manter os espíritos acomodados, passava pelo controlo da educação. Descobri recentemente numa biblioteca escolar um livro da autoria de Caetano Beirão (n.1892, m.1968), escrito durante a II Guerra Mundial. Por cruzamento de dados, apercebi-me que a obra em questão, História Breve de Portugal, já pertencera, como era habitual durante o Estado Novo, à Escola Primária das Ribeiras, freguesia do concelho das Lajes, na ilha do Pico. Trata-se de um estudo onde perpassa a História oficial do regime ou não confessasse o seu autor, logo na Introdução, que se tinha baseado, entre outras, na “excelente” obra do historiador oficial do Estado Novo, João Ameal (História de Portugal). Caetano Beirão, registe-se, foi mesmo distinguido em 1934 com o prémio Alexandre Herculano, atribuído pelo Secretariado de Propaganda Nacional, à sua obra D. Maria I, Subsídios para a revisão da História do seu reinado. Além disso, aquele escritor e jornalista realizou inúmeras conferências aos microfones da Emissora Nacional.

No momento em que o país se prepara para celebrar a implantação da I República em Portugal (5 de Outubro de 1910), pensei partilhar aqui com o leitor a “imagem” que o Estado Novo procurou construir (e reproduzir, de um modo sistemático) sobre aquele período da História nacional.

Basta analisar, durante alguns momentos, o índice da obra de Caetano Beirão, para surpreender o discurso oficial do regime sobre a I República. Veja-se: capítulo I, A instabilidade do novo regime; capítulo II, Ditadura Democrática; capítulo III, Portugal na Guerra; capítulo IV, Demagogia sangrenta.

Acompanhe-se a descrição que o autor nos faz da I República, de modo a atestar, nas suas palavras, a “Instabilidade do novo regime”:

“Todo o país aceita a República sem reacção. Em muitos pontos com entusiasmo. Lisboa delira. Acredita-se ingenuamente na Democracia pura. O povo, em grande parte, imagina que vai de facto governar. […] Apesar de não ter havido reacção contra a República, esta principia a sua vida pela perseguição religiosa e pelo que restava das instituições tradicionais portuguesas. […] Separação da Igreja do Estado, esbulho das Ordens Monásticas, expulsão destas, laicização do ensino, violências e atentados contra sacerdotes, encerro de templos, profanação de cemitérios, promulgação da lei do divórcio, etc. Para lisonjear a Rua, foi permitido o direito à greve. E as greves desenvolveram-se por toda a parte entravando a vida do País”. (Cf. Caetano Beirão, História Breve de Portugal, Editorial Logos, Lisboa, s.d., p. 139).

De uma forma resumida, era a imagem de uma “balbúrdia sanguinolenta” (expressão já usada pelo “intelectual orgânico” e “historiador-ideólogo” do Estado Novo João Ameal na sua apologética História de Portugal, editada em 1940), por oposição à nova ordem institucionalizada pelo Estado Novo; novo, subentenda-se, sempre em comparação com a I República.

Implantada em 1910, a I República portuguesa foi o culminar de um longo processo do qual não poderemos dissociar um conjunto de acontecimentos nacionais e internacionais, como a Revolução Francesa de 1789, com a decorrente implantação da I República, em 1792; as três invasões francesas a Portugal, no início do século XIX, que permitiram a chegada de algumas ideias liberais ao nosso país, trazidas, muitas vezes, nos bornais dos soldados invasores; a revolução liberal portuguesa de 1820; a Conferência Colonial de Berlim de 1884-1885, a questão do mapa cor-de-rosa e o Ultimato Britânico a Portugal, de 11 de Janeiro de 1890, sentido como uma verdadeira humilhação nacional e aproveitado politicamente até à exaustão pela propaganda republicana; a proclamação da República no Brasil, em 15 de Novembro de 1889; o regicídio, no dia 1 de Fevereiro de 1908, que, além do rei D. Carlos, eliminou também aquele que seria o herdeiro natural da coroa, o príncipe D. Luís Filipe. Na verdade, a subida de D. Manuel II ao trono de Portugal, sem ter sido preparado para ser rei, apenas adiou por mais algum tempo aquilo que parecia inevitável, no contexto de uma Monarquia isolada e de um país económica e socialmente debilitado.

99 anos depois da sua implantação, pela primeira vez, em Portugal, importa reter que a I República ficou marcada pela crescente instabilidade política, pela crise económica e social, agravada pela participação de Portugal na I Guerra Mundial, mas também por um conjunto de importantes reformas nos mais variados domínios. Podemos recordar a aprovação do direito à greve, a fixação do horário semanal de trabalho (48 horas), a aprovação de um conjunto de leis que asseguravam a protecção na doença e na velhice, a reforma do ensino primário, que se tornou obrigatório, o combate ao analfabetismo e as leis da laicidade do Estado, entre outros exemplos.

Quase um século depois, importará realizar um debate sério e rigoroso (algo raro no nosso país), onde se explorem os vários acontecimentos que associamos à I República em vários congressos, mas que não se olvidem, também, os silêncios que teimam em persistir dentro desta temática. Estou, por exemplo, a recordar-me da questão das “Aparições de Fátima”, alegadamente registadas entre Maio e Outubro de 1917, durante a I República, e cuja Mensagem da Virgem, como o demonstrou Luís Filipe Torgal, na obra As «Aparições de Fátima». Imagens e Representações (1917-1939), foi sendo sucessivamente reescrita (leia-se, alterada) ao longo do tempo. Para quando um debate verdadeiramente clarificador sobre esta questão? Será este silêncio nacional ainda um resquício de outros tempos?... Prometo que, em breve, voltarei a esta polémica e sensível questão.

Renato Nunes

Professor de História

4 de outubro de 2009

Gentes de Vila Franca da Beira - no EXPRESSO

EXPRESSO TV Vídeo: Os últimos pastores da Serra da Estrela « Expresso TV « Multimédia « Página Inicial

Vídeo: Os últimos pastores da Serra da Estrela


Para os pastores o dia começa às cinco da manhã e só termina depois do pôr-do-sol. Uma vida dura, com poucas compensações, e que muitos dos mais velhos desaconselham vivamente. Ainda assim, o Expresso encontrou o Pedro, 25 anos, em Vila Franca da Beira, cuja grande ambição da vida dele é ter o seu próprio rebanho.


ver em:

22 de setembro de 2009

PS percorre 21 freguesias do concelho com "caravana da mudança"

SEGUNDA, 21 SETEMBRO 2009 17:19 HENRIQUE BARRETO ÚLTIMA HORA ( in "Correio da Beira-Serra")
 
O PS mobilizou-se e percorreu as 21 freguesias do concelho com a maior caravana automóvel “de sempre”.

Um autocarro perseguido por cerca de 200 automóveis, segundo os números revelados pela candidatura de José Carlos Alexandrino, arrancou ontem de Oliveira do Hospital em direcção às 21 freguesias do concelho de Oliveira do Hospital.


“É a maior caravana de sempre. Nem no tempo do César Oliveira conseguimos juntar tantos carros”, afirmava um dos muitos socialistas que, neste domingo, tiraram o dia para uma passeata por todas as freguesias do concelho.

A “Caravana da Mudança” – foi assim que a organização a intitulou –, arrancou por volta das 09h45 de Oliveira do Hospital e, ruidosamente, dirigiu-se à zona norte concelho. Logo à saída da cidade, o presidente-candidato do PSD foi apanhado de surpresa pelo “buzinão”, poucos minutos após ter saído de casa. O som das buzinas aumentou de tom, e Mário Alves também até reagiu com o tímido apito do seu inseparável Toyota Starlet.

A caravana rumou em direcção a Travanca de Lagos e deteve-se durante algum tempo na terra do candidato – Ervedal da Beira. Os simpatizantes da candidatura de Alexandrino estavam impressionados com o verdadeiro comboio formado por automóveis. “Quando chegámos ao cimo dos Fiais da Beira, ainda se viam automóveis na estrada de Andorinha”, comentava um outro participante desta caravana que, algum tempo depois, entupiu por completo todo o troço de estrada entre Ervedal e Seixo da Beira...

ver continuação da notícia em:

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2619:ps-pervorre-21-freguesias-do-concelho-com-qcaravana-da-mudancaq-&catid=53&Itemid=110

21 de setembro de 2009

Autárquicas 2009: “Mulheres do PSD” foram a convívio da CDU e João Dinis desafiou ao debate com todos os candidatos


SEGUNDA, 21 SETEMBRO 2009 13:39 LILIANA LOPES ÚLTIMA HORA  (in Correio da Beira Serra)

A sede da União D.T. Vilafranquense foi, ontem, palco de um convívio da CDU, onde não foi esquecido o nome de António Lopes, nem a lista de mulheres candidatas pelo PSD.

Destinada a dar conta da obra feita e dos projectos em carteira para a freguesia de Vila Franca da Beira, a acção dinamizada pela CDU contou com a mobilização de algumas dezenas de moradores, destacando-se também a presença da candidata com que o PSD concorre àquela freguesia.

Foi, de resto às mulheres vilafranquenses que João Dinis dirigiu uma saudação especial, por entender que “elas foram e serão sempre heroínas”. Não deixou, contudo, de se revelar surpreendido com o aparecimento de uma lista concorrente composta por elementos do sexo feminino...

Ver continuação da notícia em:

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2618:autarquicas-2009-mulheres-do-psd-foram-a-convivio-da-cdu-e-joao-dinis-desafiou-ao-debate-com-todos-os-candidatos&catid=53&Itemid=110

14 de setembro de 2009

7º Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira - 2009


Para ver o quadro aumentado, click sobre o mesmo!

Decorreu no fim-de-semana de 12 e 13 Setembro de 2009 o 7º Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira que contou com 11 participantes. O vencedor foi Luís Marques e como finalista, o Vilafranquense João Frade.

A chuva ainda ameaçou o adiamento do torneio mas felizmente o torneio decorreu como esperado e a final realizou-se na tarde de Domingo.A organização espera mais tenistas para o próximo ano de modo a divulgar e fomentar mais o ténis por Vila Franca da Beira.

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Os Finalistas

29 de agosto de 2009

Site da Candidatura do PS a VILA FRANCA DA BEIRA

Sobre a Candidatura do Partido Socialista em Vila Franca da Beira, saiba quem são os candidatos, quais as suas mensagens, qual o programa eleitoral e notícias, em (click sobre o endereço):


16 de agosto de 2009

Festas em honra de Santa Margarida – em Vila franca da Beira - 2009-08-15

A Igreja Católica dedica o dia 15 de Agosto à ASSUNÇÂO DE NOSSA SENHORA. Vila Franca da Beira dedica-o, em simultâneo e com grande relevância, a SANTA MARGARIDA, Padroeira da Freguesia.

para ver a fotografia em tamanho maior, click sobre a mesma!

A organização desta festividade exige tempo, disponibilidade e sobretudo muita vontade, não só da Comissão da Capela, mas também de grande parte dos residentes que muito se empenham para dar à festa o brilho que orgulha os Vilafranquenses e tanto agrada aos que aqui acorrem para visitar familiares e amigos.

Este ano foram feitas obras de manutenção e embelezamento no interior e exterior da Capela, sobretudo a nível dos sinos e da iluminação.

A azáfama é grande no período que antecede o acontecimento. Muitas tarefas passam praticamente despercebidas, mas todas elas contribuem para um todo harmonioso que dá vida à Terra neste dia. Da decoração do interior da Capela e do largo respectivo, o arranjo esmerado de todos os andores que saem na Procissão, a montagem da instalação sonora e da bancada e exposição para a quermesse, até à numeração e enrolamento das rifas, todas elas, por mais humildes que sejam, são indispensáveis e ocupam lugar próprio na cadeia organizativa.

Conforme o programa em devido tempo publicitado, foi celebrada MISSA SOLENE às 16 horas, pelo Sr. padre Pedro, tendo como co-celebrante o Diácono Sr. José Carvalho. Na Homilia o Oficiante exortou os presentes a uma vivência baseada no exemplo de vida deixado pelas duas Mulheres aqui veneradas – NOSSA SENHORA e SANTA MARGARIDA. O acto litúrgico foi abrilhantado, nos momentos próprios, pela Filarmónica de S. João de Areias.

Não obstante o grande calor que se fazia sentir àquela hora, o Povo compareceu em massa, e muitos dos presentes que não tiveram lugar no interior aguardaram, devota e estoicamente à torreira do Sol.

Foi depois organizada a PROCISSÃO, presidida pelo Snr. padre Pedro, integrada por muitos crentes em oração, e que, como é hábito, percorreu várias ruas da Freguesia.

Terminado o percurso e recolhidos os andores, a Filarmónica deliciou os presentes que se concentraram no Largo com um pequeno Concerto, executando belíssimos trechos musicais, alguns da época dourada do cinema português dos anos trinta.

Procedeu-se, em seguida, ao Leilão das Oferendas. Dos objectos a leilão, todos ofertados por Vilafranquenses, ressaltavam alguns bons produtos alimentares, produzidos ou confeccionados pelos próprios, o que lhes conferia a necessária garantia de qualidade.

A festa continuou à noite, com a actuação do Rancho "Rosas de Vila Franca da Beira”, que, apesar do piso (empedrado), não ser o adequado para danças mais esforçadas, nos brindou com uma actuação espectacular, muito ritmo, muita alegria, sobretudo com a graciosidade dos mais pequenos, que deram muito boa conta do seu recado. Muitos parabéns a Todos, com o reconhecimento especial para a sua mentora Sílvia.

Foi então a vez de começar o baile, e aí foi ver os pares de dançarinos dar azo à sua imaginação, e ao mexer de pés, aproveitando todos os momentos para exteriorizar a energia que lhes sobrava, no culminar deste dia de festa.

A Comissão da Capela, através do sistema sonoro instalado, agradeceu a todos os que, por qualquer forma, contribuíram para que este dia de encontro e de confraternização tivesse ajudado a manter a tradição de fé que nos foi legada pelos que nos precederam e cujo testemunho desejamos transmitir às gerações que nos seguirão.

Para o ano cá estaremos, se DEUS quiser e com a bênção de SANTA MARGARIDA também.
-
António Borges Lopes “Guímaro”
-

14 de agosto de 2009

João Dinis é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

in "Correio da Beira Serra" - Quinta, 13 Agosto 2009 20:58 Liliana Lopes

João Dinis acaba de entrar na corrida pela presidência da autarquia oliveirense. Em conferência de imprensa a CDU anunciou também o nome de Luís Almeida para a Assembleia Municipal.
Consumou-se esta tarde o que já se esperava há algum tempo. João Dinis não se esgotou na recandidatura à Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira e é oficialmente o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O objectivo “é o de obter o melhor resultado possível para a Câmara e Assembleia Municipal ”, mas aos jornalistas não deixou de considerar que a situação actual “é mais complicada do que a verificada há quatro anos atrás”.

Não escondeu que para a “situação complicada” com que a CDU se depara muito contribuíram as saídas de António Lopes e Nuno Oliveira em direcção ao Partido Socialista. “A saída de António Lopes mexe com o resultado da CDU, mas quem saiu foi ele e não fomos nós”, disse João Dinis, reservando maiores considerações para Nuno Oliveira – que inicialmente apelidou de Nuno Ribeiro – chegando a elogiar o empenho do eleito na Assembleia de Freguesia de Oliveira do Hospital. Fazendo questão de lembrar que Oliveira foi muito mal tratado pelo PS, Dinis referiu que aquele eleito depois de ter sido candidato pela CDU consegue regressar ao PS “pela porta grande”.

Parece, contudo, não existir qualquer dúvida quanto a um bom resultado nas freguesias de Vila Franca da Beira e Meruge, onde na primeira João Dinis se candidata com uma equipa da qual fazem parte 14 mulheres, sendo que para a segunda João Abreu passou o testemunho a Aníbal Correia.

“Vamos manter as maiorias no próximo mandato”, garantiu Dinis, tomando por base a obra feita e a “atitude democrática de ouvir as populações que é um traço distintivo da CDU em relação a outros partidos, cujos candidatos, depois de eleitos, assumem o papel de: eu quero, posso e mando”.

Ver notícia completa, com fotos, vídeos e comentários em:


http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2517:joao-dinis-e-o-candidato-da-cdu-a-camara-municipal-de-oliveira-do-hospital&catid=40&Itemid=92

7 de agosto de 2009

Os Sinos de Vila Franca - Verão de 2009

O Largo da Capela é, sem dúvida, o local mais emblemático de qualquer aldeia do nosso País. Vila Franca não foge a esta regra.



Das minhas recordações de infância, quando aqui passava as longas férias escolares, uma guardo com especial carinho. Os sinos da nossa Capela retiniam o seu som metálico/cristalino que se repetia, por ondas circulares, cada vez mais longínquas, até deixarmos de o ouvir. Além da função de alerta para as horas de faina dos Vilafranquenses, servia para avisos de ordem social, lembrando o horário de missas, Ave Marias e Trindades, lembrando as horas de medicação dos enfermos, e informando também o falecimento e o funeral de algum conterrâneo através do chamado “toque de sinais”. Hoje, banalizados os relógios, os computadores, os telemóveis, tudo isto parecerá muito estranho, mas então, quando não havia nenhum destes instrumentos, o sino da Capela prestava um serviço extremamente relevante.


Há alguns anos atrás Vila Franca submeteu-se à moda e passou a transmitir as suas informações não através de sinos mas através de altifalantes. Penso que todos os que conheceram o sistema antigo sentiam a agressividade dos novos sons, a que acrescia o facto de a sua difusão não ser uniforme mas direccionada. Há dias, quando aqui cheguei, tive a agradável surpresa de constatar que a situação havia mudado no sentido positivo.


A chamada “coroa” do sino grande, há muito que estava partida.

Por imperativo de continuidade, porque numa igreja os sinos são eternos, a Comissão da Capela decidiu proceder a uma interven
ção de fundo. Para isso foi necessário silenciar os sinos.


Restaurada a “coroa” partida, os dois sinos foram cobertos com uma camada de massa de bronze, o que lhes deu aparência de novos. Foi colocado um mecanismo com badalos tipo martelo, (clicar na seta - foto da esquerda) e um volante que os técnicos da "arte" dizem de “bambolar” (clicar na seta - foto da direita). Agora todo o funcionamento é gerido electronicamente, salvo no caso de acontecimentos não programáveis, mas também aqui se exige apenas o gesto simples do premir de um botão (lá se foi "a corda do sino”).

Foi, deste modo, reposta a tradição na nossa Capela. Agora, todos podemos, de novo, apreciar a sonoridade suave e cristalina dos nossos sinos, que lhes confere a sua verdadeira identidade.
O mecanismo electrónico do relógio foi adaptado ao toque físico dos sinos, e o mostrador passou a informar as horas correctamente.


Aproveitando as sinergias das obras, foi reforçada a iluminação do interior, instalando um lustre novo, com maior quantidade de lâmpadas, no local onde estava o antigo, e este passou a iluminar a zona do Coro.Estas melhorias, que tornaram a nossa Capela ainda mais bonita, e são para usufruto de todos nós, e especialmente para os que nos irão suceder, tiveram um orçamento bastante elevado, como é óbvio.

Os sempre bem-vindos contributos recebidos da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e de particulares, não foram ainda suficientes para cobrir todos os gastos. Aproxima-se a Festa de Santa Margarida, ocasião em que são feitos esforços suplementares para angariação de Fundos.




A CAPELA ESPERA AS AJUDAS DOS FILHOS DA TERRA E SEUS AMIGOS.



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António "Guímaro"

2 de agosto de 2009

Sabe sempre bem!

Carta recebida da Senhora D. Maria Ivete Fontes Borges Diniz

“Caro Senhor António A. Borges Lopes

Há largos anos que, gentilmente, contactou comigo, quando da criação do site dedicado a Vila Franca.


Recentemente, junto dos filhos e netos, revi o que tem sido feito e, de novo, me comovi. Têm sido bastante esporádicas as minhas idas à nossa querida aldeia e as saudades da terra nunca nos abandonam.

Quero, enquanto os estragos que a idade irá causando não sejam efectivos, dar-lhe o meu testemunho de apreço pelo que fez por Vila Franca. O Senhor Borges Lopes teve uma ideia luminosa, quando há já bastantes anos colocou Vila Franca na modernidade destes novos meios de comunicação, estamos assim actualizados e, graças a si, beneficiamos de intercâmbio e divulgação.

Reitero com veemência, os agradecimentos por este seu valioso contributo a Bem da nossa Terra.

Teve a bondade de trazer para a ribalta “modestos textos meus que, como compreende, tem apenas” o mérito do amor que se nutre pela terra onde nascemos.

Sei que o seu empenho em melhorar Vila Franca tem sido imenso.

Com fraterno abraço

Ivete Fontes”




Nota do António Borges Lopes:
Em resposta ao texto exposto acima, agradeci à senhora D. Ivete as amáveis palavras que me dirigiu e pedi-lhe permissão para o publicar, ao que a Senhora aquiesceu de imediato e, por esse motivo o publico agora.
Reitero os meus agradecimentos.

31 de julho de 2009

“Passeata ao Luar” - 2009

De Sábado, 4 de Julho, para Domingo, 5




Organizado pela Junta de Freguesia e pela UDV – União Desportiva e Tuna Vilafranquense, decorreu o VIII Passeio Pedestre, desta vez um passeio nocturno e com a sugestivo designação de “Passeata ao Luar”.

Sessenta e três caminheiros, de entre os quais o habitual grupo de Visitantes “capitaneado” pelo nosso amigo Pires, concentraram-se na Sede da UDV a partir das 22 horas.
O arranque deu-se pelas 22h 30.

O grupo, em geral bem prevenido com lanternas eléctricas e “bordões”, atravessou Vila Franca, com o Eng. Vasco Figueiras à frente a marcar o ritmo e o itinerário. E seguiu-se pela Feiteira, Vale dos Fiais, até ao Penedo dos Três Pezinhos e ao Penedo Sacralizado, tudo por caminhos agro-florestais.

Nesta parte, como apoio, seguia atrás uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira e a Ambulância desta corporação também seguia mas pela estrada principal que passa pela Ponte do Moinho do Buraco.

No Penedo Sacralizado houve oportunidade para uma curta explicação sobre o mesmo. Por momentos, tombada sobre o alto Sul, a Lua (quase) Cheia ia espreitando por entre algumas nuvens (indesejadas). Ali foi dito que retirando as iluminações eléctricas que ponteavam o horizonte até à Serra da Estrela e Monte Colcurinho, aquele era a paisagem nocturna que dali pôde ter sido avistada há três ou quatro mil, anos atrás.

A marcha seguiu, a descer, até à Ponte do Moinho do Buraco.

Um pouco depois, passado o Seia, o trajecto segue virado a Este por um estreito trilho, marcado “a corta-mato”, por entre giestas e penedias. É uma subida de “primeira categoria”, em fila indiana muitas vezes, rumo ao Penedo que, lá no alto, enquadra a paisagem e forma o tecto da Lapa Seixinha.

As numerosas lanternas dos caminheiros assinalam o trajecto e “varrem” as imediações.

– “Parecem luze-cus” – comenta alguém que entretanto já chegou ao Penedo da Lapa Seixinha.

- “Parece um comboio à noite” – comenta outro.

A subida empina a sério… Curiosamente, aqui e acolá, bordeja-se o traçado, ladeado por muro ainda bem visível, da antiga estrada que da Ponte Velha do Buraco seguia para Travancinha e povoações seguintes.

Um último esforço, e o “cume” é conquistado após vinte minutos de subida, onde apenas se registaram duas quedas ligeiras, por escorregão.

A equipa de apoio, à base do “Clube dos Barrigudos”, já lá tinha bem no cimo, pronta e ``a espera, a mesa com as costumadas especialidades da região: - “Queijo da Serra”; Presunto; Pão Caseiro; Chouriça; Vinho Dão da Adega Cooperativa da Cordinha.

Ou seja, à meia-noite o grupo estava onde devia estar, completo, e preparava-se para uma pausa supimpa, para retomar fôlego e energias.
A Lua aparecia agora, quase Cheia, limpa de nuvens. A paisagem era difusa, embrulhada em sombreados matizados e em reflexos vagos de caminhos e penedias, a descer e a subir, com uma mancha escura a delinear, em fundo, alguns trechos do Seia e da Quinta da Baleia.

O grupo avançou sobre a mesa posta, “alumiado” pelos holofotes de algumas viaturas “de apoio” que lá tinham chegado e estacionado. Ali mesmo ao lado, o dorso enrugado do Penedo da Lapa Seixinha servia de assento a um pequeno grupo que lá se concentrou. Os restantes movimentavam-se em redor da mesa, debicando aqui e acolá. Só meia-dúzia baixou pelo carreiro de acesso a (re)visitar a Lapa Seixinha reluzente nos focos das pilhas eléctricas.

É então que três mulheres - vindas de Trás-os-Montes - preparam a “Queimada”, a surpresa da noite. Vestidas (e pintadas) de negro, despejam aguardente bagaceira, mel, açúcar, depois pedaços de maçã numa larga “caçoila” em cobre.

Bota-se fogo à aguardente. As chamas hesitam no início mas logo saltam e aumentam enquanto sobe a temperatura dentro da vasilha. Uma das mulheres vai mexendo e remexendo, fazendo saltar as labaredas. Passam mais de dez minutos. Finalmente as chamas apagam-se. A “Queimada” está pronta....

Cada pessoa deve ainda atirar, lá para dentro, um grão de café. Muitas fazem isso. Ah! Mas, a seguir, é altura de se ler, alto, o “responso” privativo da “Queimada”, assim ao jeito de um esconjuro de bruxas e feitiços – ou será antes uma “convocatória” ? – com quase todo o grupo, atento, a seguir o ritual.

Acabada esta função, reparte-se a “calda” da caçoila pelos copos dos caminheiros. Dá um “saborzão” quente onde ainda se destaca, forte, o cheiro a bagaço. Mas também é adocicado. Cai bem, até porque a noite está fresca. Há quem repita…

Concluído este “exorcismo”, é tempo de retomar a caminhada. Ordena-se o grupo e lá se vai de novo.

Agora, pela estrada que leva a Travancinha, (embora se vá em sentido oposto), e desce-se outra vez até à Ponte do Moinho do Buraco.

Logo depois, apanha-se um outro estradão em terra batida que segue paralelo ao Seia, até bem perto das “ruínas” do Moinho das Figueiras, saudosa referência para quem tenha mais de cinquenta anos…e vão lá vários caminheiros nessa faixa etária.

Daqui, o estradão empina-se, bravo.

É subir e resfolegar… Vêm à lembrança os tempos em que a garotada maranhava por ali, para se banhar no Seia, quando este tinha águas límpidas. Subia-se aquelas rampas no final da tarde, quase à noitinha, depois de vastas horas a chapinhar na água.

Para muitos de nós, há quase cinquenta anos atrás, esse regresso à Povoação e à nossa casa, antecedia mais uns açoites do pai ou da mãe que sempre nos “proibiam” de ir “para a Ribeira”, como se designa por aqui o rio Seia. Mas qual quê? Quanto mais nos “proibiam “ mais nós, garotada nos dez, onze, doze anos, mais nós para lá corríamos... Por isso, nessa época, em tantos dias de Verão, o regresso a casa, depois do banho, era retardado o mais possível…

Desta vez, em 2009, são quase duas da manhã, em plena e “dura” caminhada. A Lua (quase) Cheia mantém-se limpa e “alumia-nos” o caminho. É bonito passear, assim, ao Luar ! O problema é que as pernitas já doem e o pulmão já “transpira”…

Agora, queremos é chegar o mais depressa possível a Vila Franca e `a Sede da União…
A distância vai sendo vencida. Um pequeno grupo de acompanhantes “marginais” ensaia “pregar um susto” aos caminheiros produzindo ruídos estridentes dentro da mata escura, mas não impressiona grandemente…

Mais um pouco e alcança-se o Campo de Futebol, onde já há iluminação eléctrica.

Estamos dentro de Vila Franca, de novo.

É só mais um instante e entra-se na Sede da UDV. São duas horas da manhã, aliás tal como estava previsto e também não houve problemas de maior.

Entretanto, o inefável “Clube dos Barrigudos” já lá tinha pronta a mesa e pronta estava a panela com café bem quente. Quem quis, pôde então encher uma “malga” e deitar lá dentro uns pedaços de requeijão (e pão).

Disponível estava também um doce de abóbora que, ao que muitos dizem, condiz bem com requeijão.

Lá se degustou a especialidade, apesar do cansaço visível em muitos rostos. Tinha sido uma caminhada na ordem dos oito quilómetros, com duas subidas de “primeira categoria”… e com um intervalo grande para a “merenda da meia-noite”, lá no alto do Penedo da Lapa Seixinha.

E passava já das três da manhã quando os últimos convivas saíram da Sede da UDV, encerrando-se, assim, esta “Passeata ao Luar” na noite de quatro para cinco de Julho, em Vila Franca da Beira e “arredores” para os lados do Rio Seia.

Jano

19 de julho de 2009

CDU ainda sem candidatos para as autárquicas

QUINTA, 16 JULHO 2009 17:03 LILIANA LOPES - ÚLTIMA HORA -
in CORREIO DA BEIRA SERRA


A um mês do fim do prazo para a entrega das listas para as eleições autárquicas marcadas para 11 de Outubro, a CDU continua sem candidatos em Oliveira do Hospital.

Contactado há instantes pelo
correiodabeiraserra.com , o representante do PCP no concelho disse “ainda não estar nada previsto” em matéria de candidatos para as próximas autárquicas. Confrontado com o aproximar da data limite para a entrega das listas – 17 de Agosto – João Dinis garantiu que é intenção do partido cumprir os prazos, mas que por enquanto ainda é cedo para adiantar nomes.

“Há muito mais vida e luta para lá das eleições”, referiu a este diário digital, explicando o silêncio da CDU numa altura em que outros partidos e movimentos independentes se começam a posicionar.

Pese embora a indefinição em torno da constituição das listas, João Dinis não excluiu a possibilidade de ele próprio encabeçar uma candidatura à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “Sempre disse que poderia vir a ser”, afirmou a este diário digital, sublinhando que “o que tem de ser, será”.

A concluir o segundo mandato na presidência da junta de freguesia de Vila Franca da Beira, o representante do PCP em Oliveira do Hospital foi, já este ano, afectado por uma baixa no partido.
Eleito em 2005 presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira e deputado na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes arredou-se do PCP e integra agora, como independente, o projecto do PS para as próximas autárquicas, encabeçando a lista à Assembleia Municipal.

As baixas na CDU sentem-se também ao nível da freguesia de Oliveira do Hospital, com Nuno Oliveira – eleito em 2005 membro daquela Assembleia de Freguesia – a posicionar-se do lado dos socialistas.

Ver notícia e comentários em:

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2421:cdu-ainda-sem-candidatos-para-as-autarquicas&catid=53&Itemid=110

20 de junho de 2009

Passeata ao Luar

Para ver o cartaz aumentado, click sobre o mesmo!

Um passeio pedestre nocturno na noite de 4 para 5 de Julho - Lua (quase) Cheia. A hora prevista para a chegada a Vila Franca da Beira, no final, será para as duas horas já de Domingo, 5 de Julho.

É uma iniciativa co-organizada pela Junta de Freguesia e pela UDV. Inscrições até 2 de Julho (inclusivé) para a Junta de Freguesia ( ou na UDV).

1º. Concurso "Vila Franca em Flor" e Marchas



Para ver o texto aumentado, click sobre o mesmo !


16 de junho de 2009

Candidato do PS promete acabar com os presidentes de junta de "chapéu na mão"

Candidato do PS promete acabar com os presidentes de junta de "chapéu na mão"
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in "Correio da Beira-Serra" -SEGUNDA, 15 JUNHO 2009 17:32 HENRIQUE BARRETO- ÚLTIMA HORA
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O candidato do PS às eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro voltou a insistir na necessidade da criação de um modelo de desenvolvimento empresarial para o concelho.

Num convívio realizado esta sexta-feira – dia de Sto. António – em Vila Franca da Beira, José Carlos Alexandrino produziu um dos discursos mais críticos desde que anunciou a sua candidatura, e prometeu ser “um presidente diferente se ganhar a câmara”.“Não me venham cá com histórias. Podem fazer caminhos, pôr luzes – e são importantes, assim como o saneamento –, mas para mim, mais importante do que isso é criar um modelo de desenvolvimento empresarial com pequenas e médias empresas, para que dêem trabalho aos nossos jovens e a quem está desempregado, porque é do trabalho que vem a riqueza”, afirmou o candidato socialista, sublinhando também que “um presidente da câmara, quando é eleito, é eleito para todos os seus munícipes, independentemente de serem do CDS, do PSD, do PS ou da CDU".

Alexandrino destacou ainda a importância que “dois pesos pesados” – Fernando Tavares Pereira e António Lopes – tiveram ao nível do aparecimento da sua candidatura, e sublinhou o facto de se tratarem de pessoas de quadrantes políticos diferentes. Pois – conforme afirmou –Tavares Pereira, que já foi mandatário de Cavaco Silva, “sempre foi um homem ligado ao PSD” e António Lopes “nunca deixará de ser comunista”.

O candidato socialista abordou depois o relacionamento da câmara municipal com as juntas de freguesia, e sem se referir directamente a Mário Alves, acusou, implicitamente, o autarca do PSD de transformar bons presidentes em maus presidentes, e vice-versa.

“Para isto eu não sirvo. Vou dar dignidade aos presidentes de junta, independentemente da sua cor política, afirmou Alexandrino, garantindo que consigo os presidentes de junta não só “não vão ter que andar de chapéu na mão”, como também “não precisam de irem para as escadas da câmara”.

Salientando que as eleições que se avizinham não são “um combate entre PS e o PSD”, mas antes “um combate entre as pessoas e a visão que essas pessoas têm sobre o futuro e sobre a forma como o concelho se há-de desenvolver”, Alexandrino deixou ainda um recado político aos que – de acordo com o que o próprio referiu – entendem que a sua candidatura “tem de ser penalizada por estar debaixo da bandeira do PS”.

“Acham que eu tenho responsabilidades no que o senhor ministro da Agricultura ou a senhora ministra da Educação fazem? Eu aqui, em Ervedal da Beira, é que tenho a culpa das asneiras que estas pessoas fazem, perguntou o candidato do PS, assegurando que, como candidato independente – e se for caso disso –, nada o impedirá de criticar a ministra da Educação, como aliás já o fez através das manifestações em que participou.

"A Vila Franca e ao concelho nunca virei nem nunca virarei o casaco"

“Diz-se aí que eu virei o casaco. É uma opinião que eu respeito, pois como já aqui foi dito todos somos livres e, portanto, podemos pensar como quisermos.

Há uma coisa que eu vos garanto: a Vila Franca e ao concelho nunca virei nem nunca virarei o casaco”, afirmou, por sua vez, o candidato socialista, como independente, à Assembleia Municipal (AM), dando conta de que tem “uma dívida de gratidão” para com a aldeia onde viveu grande parte da sua vida.

“Andando aqui descalço como eu andei, e passando as dificuldades que passei, se calhar, muitos, no meu lugar, passavam ali pela auto-estrada, lembravam-se que tinham andado por aí e seguiam”, frisou.

Mas insistindo em “esclarecer essa coisa do virar do casaco” – “sempre fui um homem de cara levantada, e é assim que quero continuar a andar, sublinhou –, Lopes explicou que foi eleito para a AM para fazer “uma oposição consequente” e que ainda hoje não acredita como é que depois de ter sido “mandatado” pelo partido – e por sugestão de João Dinis – para apresentar um pedido de auditoria à câmara municipal, aparece um camarada seu – João Abreu – a afirmar que o presidente da câmara “não merecia passar pelo vexame de uma auditoria”.

Alegando não perceber a posição do seu partido, quando há pessoas que foram eleitas que “não respeitam o voto, não respeitam o resultado das votações e tudo é legítimo para se estar como uma lapa agarrada ao poder”, Lopes esclareceu que não podia continuar em funções políticas quando o seu partido “não estava à altura das suas responsabilidades”.

O antigo deputado municipal da CDU, argumentou também que virou o casaco por ter sido ele próprio a entusiasmar José Carlos Alexandrino para avançar. “Andei três anos a chatear o homem para ele ser candidato, e no dia em que ele se decidiu eu não ia dar o meu apoio? Andava a empurrá-lo para a frente e eu depois ficava para trás?, perguntou Lopes, manifestando-se convicto de que se o candidato do PS for eleito presidente da câmara “o concelho tem muito a ganhar com isso”.

O cabeça-de-lista do PS à AM, adiantou também que vai voltar a concorrer ao lugar de presidente da assembleia de freguesia de Vila Franca da Beira, e especificou que chegou a desafiar o actual presidente da junta local a encontrar uma solução. Só que como João Dinis lhe terá dito que “a CDU não se desviava um milímetro”, Lopes perguntou: “ E isso é bom para Vila Franca da Beira?”

12 de junho de 2009

Autárquicas 2009: José Carlos Alexandrino e António Lopes fazem, hoje, intervenção política em Vila Franca da Beira

Autárquicas 2009: José Carlos Alexandrino e António Lopes fazem, hoje, intervenção política em Vila Franca da Beira

in: "Correio da Beira Serra"- SEXTA, 12 JUNHO 2009 11:14 ÚLTIMA HORA

O PS tem hoje uma iniciativa política, em Vila Franca da Beira, com José Carlos Alexandrino e António Lopes.
Aproveitando o dia de Santo António, os candidatos do Partido Socialista à Câmara e Assembleia Municipal, participam, hoje, a partir das 19h00, num convívio com a população vilafranquense e militantes socialistas.Na freguesia governada pela CDU, António Lopes oferece uma sardinhada à população local e, no final, está agendada uma intervenção política dos candidatos às eleições autárquicas de 11 de Outubro.